Professor Guilherme


31/01/2010


CULINÁRIA ESPECIALIZADA

 

Filé com batatas ao molho de mostarda*

 


Uma receita simples que combina com  o dia-a-dia

 * menu diário do Ptitchef

Ingredientes:

Ingredientes para o Molho:
1 colher de sopa de mostarda dijon
2 colheres de sopa de mostarda amarela
3 ramos de alecrim
1 taça de vinho branco seco (sempre de boa qualidade)
1 colher de sopa de amido de milho dissolvido em 100 ml de água
1 pitada de noz moscada
sal e pimenta do reino a gosto

Ingredientes para o preparo da Carne:
4 filés de aprox. 200 gr. cada
2 colheres de sopa de molho inglês
sal com alho caseiro (feito por você)
8 batatas pequenas cozidas
6 cebolas pequenas cozidas no vapor
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
1 taça de vinho tinto seco (sempre de boa qualidade)
1 dente de alho
azeite extra virgem
salsinha

 

Preparação:

Preparo da Carne:
Tempere o filé mignon com sal com alho e molho inglês; reserve. Em um bowl coloque as batatas já cozidas e as cebolas, tempere com sal, vinagre balsâmico e o vinho tinto. Deixe marinar por 2 horas.
Preparo do Molho:
Em uma caçarola pequena adicione o vinho branco, deixando ferver até reduzir. Adicione o alecrim, a mostarda, tempere com um pouco de sal e pimenta. Coloque o amido e vá mexendo até engrossar um pouco. Desligue o fogo, pulverize com um pouco de noz moscada e deixe descansar.
Preparo do Prato:
Em um panela de barro pequena coloque um pouco de azeite e frite o alho picado até desprender o aroma. Adicione as batatas e as cebolas marinadas, deixando dourá-las. Desligue o fogo e reserve.
Grelhe os filés ao ponto.
Montagem do Prato:
Em um prato, coloque o filé, disponha as batatas, cubra com um pouco de molho de mostarda e pulverize com salsinha.
Sugestão:
Sirva com arroz branco, salada verde e vegetais

Escrito por guilhermerehder às 15h52
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19/01/2010


CIÊNCIAS CRIMINAIS

** continuação

Usando música como arma em Guantánamo*

 

*Tobias Rapp1

Um mundo obscuro
Até agora, as prisões secretas operadas pela CIA e pelos militares americanos fazem parte de um mundo obscuro que só pode ser reconstituído por uma análise meticulosa de documentos e declarações. O esforço também visa rastrear cadeias de comando e aprender mais sobre o sistema de prisões secretas organizado pelo governo do ex-presidente George W. Bush. O público é o aliado mais importante dos ativistas nesta luta. E a forma mais eficaz de conquistar o apoio do público é com o apoio dos artistas. 

 


O uso da música como arma não é algo novo. Por exemplo, nos últimos anos, as autoridades na principal estação ferroviária em Hamburgo têm tocado música clássica para afugentar os viciados em drogas da praça em frente da estação.

Quando o ditador panamenho Manuel Noriega, que fugia das tropas americanas em 1989, se refugiou na embaixada do Vaticano na Cidade do Panamá, os soldados bombardearam o prédio com rock pesado e outras músicas por dias.

E, em 1993, quando o FBI se preparava para invadir um rancho perto de Waco, Texas, onde membros de uma seita tinham se entrincheirado, os agentes tocaram o sucesso de Nancy Sinatra, "These Boots Were Made For Walking", por altofalantes. O propósito era simples: esgotar os membros sitiados da seita.

Sobrecarregando os sentidos
Especialistas em interrogatório americanos estão buscando as mesmas metas na guerra contra o terror. O método data da pesquisa conduzida por agências de governo americanas e canadenses durante a Guerra Fria. Um manual da CIA de 1963, "O Interrogatório KUBARK de Contrainteligência" descreve um método de tortura no qual os prisioneiros sofrem privação ou sobrecarga sensorial.

Acreditava-se que o Exército americano tinha deixado de usar o método após o final da Guerra do Vietnã, mas o conhecimento ainda se aplica hoje. Em um programa conhecido como SERE (Sobrevivência, Evasão, Resistência, Escapada), os soldados aprendem como resistir a tortura caso se tornem prisioneiros.

Tortura sem contato
No final de 2001, a CIA contratou um psicólogo do programa SERE para desenvolver métodos de interrogatório para a "Guerra contra o Terror". Em meados de 2002, George W. Bush autorizou os "métodos de interrogatório especiais" resultantes. Um componente importante desses métodos é expor os prisioneiros a música alta por longos períodos de tempo, frequentemente em combinação com outras provações, incluindo prendê-los em posições desconfortáveis e expô-los a temperaturas extremas e luzes fortes. O método, que não produz traços visíveis, é também conhecido como "tortura sem contato".

 

Ainda não se sabe se uma autoridades central controla o programa. Um documento divulgado da CIA contém algumas poucas sentenças especificando níveis de volume aos quais os prisioneiros podem ser expostos e por quanto tempo, mas o restante do documento está censurado.

Há relatos anônimos de agentes do FBI que descrevem como os prisioneiros foram torturados, e Tony Lagouranis, um ex-especialista em interrogatório, até mesmo escreveu um livro a respeito. Segundo Lagouranis, uma sala de interrogatório chamada "discoteca" seria montada em uma prisão na base aérea americana em Mosul, Iraque, no primeiro semestre de 2004. Lagouranis escreve que o comandante da base "apontou para um contêiner de carga encostado no lado externo da cerca da prisão e descreveu o que queria que fizéssemos. Ele obteve uma luz estroboscópica de aviação e um aparelho de som privado. Ele pediu CDs aos guardas da pior música death metal que tivessem. Ele nos deu essas ferramentas e nos pediu para limpar o contêiner e prepará-lo para uso como sala de interrogatório, dizendo: eu quero que vocês façam isso".

'Ela domina o cérebro'
Os especialistas usaram essas salas para conduzir os interrogatórios dos prisioneiros. Às vezes, diz o ex-prisioneiro britânico Ruhal Ahmed, eles entravam na sala e gritavam perguntas no seu ouvido. Mas, frequentemente ninguém entrava na sala e a música constante apenas aumentava a sensação de que a agonia não acabaria nunca.

"É como se você tivesse uma enxaqueca muito ruim e então alguém aparecesse e gritasse com você - isso vezes mil", diz Ahmed. "Você não consegue se concentrar em nada. Antes disso, quando eu era espancado, eu podia usar minha imaginação para esquecer a dor. Mas a música deixa você completamente desorientado. Ela domina o cérebro. Você perde o controle e começa a alucinar. Você é levado a um limiar e percebe a insanidade que espreita no outro lado. E assim que você cruza essa linha, não tem volta. Eu vi o limiar várias vezes."

Suzanne Cusick, uma professora da Universidade de Nova York, é especializada em música europeia do século 17. Nos últimos anos, entretanto, ela estuda o uso da música em tortura e já deu várias palestras a respeito. Ela diz que fica constantemente surpresa em como o assunto costuma ser tratado de forma casual e em como a noção de que música pode ser um meio de tortura é tão prontamente desdenhada, e que há aqueles que discutem seriamente que canções e estilos são mais adequados para tortura.

Mas por que música e não apenas barulho alto? "Às vezes era barulho", diz Cusick. "E música está disponível. Barulho frequentemente não. Além disso, para algumas seitas do Islã, ouvir música é pacaminoso, exceto sob circunstâncias específicas. E as circunstâncias são música vocal. Música vocal feita para guiar o ouvinte a uma compreensão do divino. Nunca música instrumental. Forçá-los a ouvir esse tipo de música é uma espécie de insulto cultural. A música em si nos diz muito sobre as preferências culturais de soldados e prestadores de serviço americanos."

Britney como tortura
A lista de canções usadas para torturar os prisioneiros em Guantánamo parece um livro sobre a cultura popular dos últimos 30 anos.


Há canções triunfantes, canções usadas para celebrar a vitória americana e constantemente esfregar na cara dos prisioneiros a noção de que eram os derrotados, como "We Are the Champions" do Queen, ou "Born in the USA" de Bruce Springsteen, que ainda é entendida equivocadamente como uma celebração da grandeza e da certeza americana. A canção "Babylon", do roqueiro britânico David Gray, provavelmente também se enquadra nessa categoria.

Há também canções de tortura, heavy metal e industrial, como "Enter Sandman" do Metallic ou "March of the Pigs" do Nine Inch Nails - música escolhida deliberadamente para ferir os prisioneiros.

E há música masculina, música do topo das paradas, música country, rock e hip hop - músicas que os soldados escutam enquanto estão em patrulha, em parte para abafar o ambiente ao redor. E como é o tipo de música que escutam, não incomoda quando as escutam constantemente vindo das celas de interrogatório.

Finalmente, há a música pop, canções de artistas como Christina Aguilera e Britney Spears, que eram usadas para fins de humilhação sexual - como parte de cenários mais amplos nos quais os prisioneiros eram degradados.

"O fato de nossa música ser utilizada desta forma bárbara é realmente enojante", disse Tom Morello, guitarrista da banda de esquerda Rage Against the Machine, à revista americana de música "Spin". "Se você está familiarizado com as inclinações ideológicas da banda e seu apoio aos direitos humanos, isso é realmente difícil de suportar."

Garotos nos Estados Unidos pagam por isso
A música pop tem um grande poder emancipador, mas também há uma longa tradição de estilos rebeldes de música que estão constantemente flertando com a tortura, música feita para enervar os pais.

Muitas dessas canções de rock têm grande probabilidade de irem parar em Guantánamo tanto quanto serem tocadas no palco de um concerto Live Aid - apesar de Bono Vox e de empreendimentos como o Rock contra a Direita Radical.

"Eu não consigo imaginar que seja tão ruim", diz Stevie Benton, baixista da banda de nu metal Drowning Pool. "Escutar música alta por horas... os garotos nos Estados Unidos pagam por isso."

Vocalista do Metallica: 'Eu considero uma honra'
A banda americana Metallica, fundada em Los Angeles em 1981 e ainda uma das melhores bandas de metal do mundo, não tem a mesma opinião que os ativistas. Em entrevistas, o vocalista James Hetfield até mesmo diz ficar satisfeito em saber que sua música está sendo usada para torturar prisioneiros.

"As pessoas presumem que deveríamos ficar ofendidos por alguém nas forças armadas achar que nossa canção é incômoda o bastante para, tocada repetidas vezes, causar danos psicológicos em alguém", ele diz. "Eu considero uma honra pensar que talvez nossa canção possa ser usada para impedir um ataque do 11 de Setembro ou algo assim."

Talvez haja uma dose de patriotismo por trás de seus comentários. Hetfield se vê como alguém que está ajudando as tropas americanas a derrotar o inimigo. Mas eles também refletem uma forma peculiar de orgulho em seu ofício. "Nós punimos nossos pais, esposas e entes queridos com esta música para sempre. Por que deveria ser diferente com os iraquianos?" ele disse. "Parte de mim está orgulhosa porque eles escolheram o Metallica!"

De fato, o metal, mais do que qualquer outro estilo de música, é um produto direto do inferno do jovem, música que fala da angústia e dor de ser jovem. Para muitos fãs, ir a concertos de metal também é uma forma de provar que podem suportar a música, independente de quão estridente. Em interrogatórios, a mesa é virada e os prisioneiros são levados à força além dos limites do suportável.

Também há desenvolvimentos técnicos na música pop dos últimos 30 anos que a tornaram adequada para uso em celas de interrogatório. Veja, por exemplo, os esforços obsessivos dos engenheiros de som de extrair o máximo das frequências usando técnicas de estúdio sofisticadas.

E nas zonas à margem da cultura pop, como a música industrial, bandas como Throbbing Gristle e Psychic TV já experimentavam, desde os anos 80, com a ideia de que a música também pode expressar o lado sombrio do poder e da violência.

"Quando você vai a um concerto ou casa de show, você procura por música alta e luzes piscantes. Você deseja ser transportado ao êxtase. Nós experimentamos exatamente a mesma coisa, exceto que foi invertido para efeito oposto", diz Ahmed. "Pode chamar de êxtase sombrio."

Vida pós-Guantánamo
Em 2004, após mais de dois anos, Ahmed foi solto de Guantánamo em um mundo no qual a música está por toda parte, em cada comercial, em cada loja e em cada táxi. Mas Ahmed diz que ela não o incomoda.

Ele diz que viu muitas pessoas que quase enlouqueceram, pessoas no campo que batiam a cabeça contra a parede e tentavam se matar quando eram trazidas de volta dos interrogatórios. Quando Ahmed voltou ao Reino Unido, um psicólogo lhe disse que ele provavelmente teve sorte por ser tão jovem.

Ahmed agora vive a vida curiosa de um ex-preso de Guantánamo. Ele iniciou uma família com sua atual esposa, uma ex-colega de escola com quem se casou logo após voltar para casa. Ele raramente trabalha em Tipton, onde o desemprego é alto. A vida ficará mais difícil para o casal quando a esposa de Ahmed der à luz em fevereiro e ela não mais poderá trabalhar. Ela trabalha atualmente na prefeitura.

Há um enorme sistema multimídia na sala de estar do casal, que Ahmed comprou com o dinheiro que ganhou trabalhando em "Caminho para Guantánamo". Quando ele entra na internet, ele usa a grande tela de TV plana na parede como monitor. Ele usa o Facebook para permanecer em contato com outros ex-prisioneiros. Ele diz que um ex-guarda de Guantánamo o contatou recentemente pelo Facebook e escreveu que queria pedir desculpas. Os dois foram a um restaurante juntos.

A estante no apartamento de Ahmed contém um Alcorão e algumas fitas cassete velhas com gravações de orações. Ele não possui nenhum CD.

1Tradução: George El Khouri Andolfato.


Escrito por guilhermerehder às 13h47
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CIÊNCIAS CRIMINAIS

 

Chega a ser ofensivo, mas é o que aconteceu recentemente, na nossa geração. Somo capazes de ler, assistir filmes do holocausto da Segunda Grande Guerra e ficarmos totalmente abismados com o que fizeram com os judeus nos campos de concentração. Mas era numa época que não se falava em direito humanos. Estavam em guerra e a guerra os permitia em realizar as maiores atrocidades com a vida humana.

Agora, pleno ano 2000, o mundo fica chocado com as atrocidades cometidas por aqueles que se dizem salvadores do mundo: o terror em Guantánamo

O pior é ver pessoas totalmente ignorantes (lato senso) no que tange a tortura  e  apoiar esse tipo de interrogatório, como é o caso da banda Metallica que está pra vir no Brasil.

Qualquer tipo de tortura deverá ser afastada, mesmo que esta não chega a ter contato com a vítima..

PS: recomendo assitir o filme A caminho de Guantámano.

 


Usando música como arma em Guantánamo*

 

*Tobias Rapp1

Por anos, os interrogadores americanos em Guantánamo usaram música dolorosamente alta contra os prisioneiros no Campo Delta. Músicos de rock como Tom Morello, do Rage Against the Machine, e organizações de direitos civis estão exigindo uma investigação da prática.

Em maio de 2003, um policial militar foi à cela de Ruhal Ahmed, no Campo Delta da prisão militar em Guantánamo, e o levou para a sala de interrogatório. Lá, ele foi forçado a se agachar enquanto o PM prendia os ferros em suas pernas a uma argola no piso. Então suas mãos foram colocadas às suas costas para que suas algemas também pudessem ser presas à argola no piso. Nessa "posição estressante", o prisioneiro é incapaz de sentar, levantar ou ajoelhar, só podendo se agachar em uma posição intermediária que logo causa câimbra. Ahmed estava familiarizado com esse tratamento, que fazia parte da "procedimento operacional padrão" usado para preparar os prisioneiros para interrogatório.

Ahmed estava em Guantánamo há mais de um ano. Por semanas, os interrogadores lhe faziam a mesma pergunta, repetidas vezes. O que ele e dois outros amigos, que foram capturados com ele, estavam fazendo no Afeganistão no final de 2001? Todos os três eram muçulmanos britânicos. A família de Ahmed originalmente imigrou daquela que atualmente é Bangladesh para o Reino Unido. Os homens eram tratados como os "Três de Tipton", uma referência à pequena cidade britânica de onde vieram. Neste dia em particular, havia também um aparelho de som na pequena cela de interrogatório de oito metros quadrados. O soldado inseriu um CD do rapper Eminem, aumentou o volume e partiu.

"Eu pensei: o que está acontecendo agora? Ele esqueceu o aparelho de som?" diz Ahmed. "Quando ele voltou, eu perguntei: 'Do que se trata? Por que está tocando Eminem?' Ele olhou para mim e não disse nada."

Na vez seguinte em que Ahmed foi levado à cela de interrogatório, a música era heavy metal em vez de Eminem. O volume era de estourar os tímpanos e a música era tocada por horas, às vezes dias inteiros. Às vezes eles também colocavam luz estroboscópica em seu rosto. A cela era escura e ele não podia ver nada exceto as luzes piscando em seus olhos. Os interrogadores também baixavam a temperatura do ar condicionado, forçando Ahmed a suportar horas de música e luz piscando em uma sala gelada. Ele não era autorizado a usar o banheiro e era obrigado a urinar e defecar em suas calças. As cadeias faziam suas pernas incharem enquanto a música ensurdecedora continuava incessantemente.

Uma jornada que terminou terrivelmente mal
Ahmed, atualmente com 28 anos, está de volta a Tipton, sua pequena cidade perto de Birmingham. Ele tem barba curta e aparada, veste um agasalho esportivo e fala com sotaque do norte da Inglaterra. Sua esposa, que está grávida, abre a porta do apartamento deles em um bairro de classe operária, onde a filha de dois anos do casal está correndo. Dois dos irmãos mais jovens de Ahmed também vivem na casa.

Ele foi solto em março de 2004, após passar mais de dois anos na prisão militar americana. O filme premiado do diretor Michael Winterbottom, "Caminho para Guantánamo", é baseado nas experiências dos Três de Tipton - uma jornada que terminou terrivelmente mal.

 


 Os três amigos viajaram ao Paquistão para ir a um casamento em setembro de 2001. Ahmed tinha 20 anos na época. Com sede de aventura, eles cruzaram ingenuamente a fronteira com o Afeganistão, apesar da "Guerra contra o Terror" já estar em andamento. Ao tentarem voltar ao Paquistão com um grupo de talebans, combatentes da Aliança do Norte prenderam os três e eles acabaram sendo entregues aos americanos. Eles chegaram em Guantánamo no início de 2002.

"Quando digo às pessoas que música pode ser tortura, elas olham para mim e acham que devo ser louco. Como arte, que dá para pessoas tanto prazer, pode ser tortura? Mas é verdade. Você consegue lidar com tortura normal, mas não com tortura com música. Eu dizia para eles tudo o que queriam ouvir: que me encontrei com Bin Laden e o mulá Omar, que sabia quais eram os planos deles. Mas dizia isso apenas para que parassem."

Em Guantánamo, Afeganistão e no Iraque, assim como em outras prisões secretas americanas, militares e agentes da inteligência torturavam suspeitos de terrorismo. Seus métodos incluíam simulação de afogamento e privação de sono, assim como música alta. Os prisioneiros eram pendurados pelos pulsos por dias enquanto eram bombardeados com música de artistas como Dr. Dre. Eles eram atados, recebiam fones de ouvido e eram forçados a suportar "Saturday Night Fever", dos Bee Gees, por noites inteiras. Ironicamente, a música, a forma de arte frequentemente usada para mudar o mundo e que - em eventos como Woodstock, Live Aid e no Rock Against the Far Right (rock contra a extrema direita) na Alemanha - às vezes tiveram sucesso, foi transformada em arma na guerra contra o terrorismo.

Os artistas contra-atacam
Alguns músicos agora criticam fortemente a prática, incluindo a banda de trip hop britânica Massive Attack, o roqueiro americano Trent Reznor e a estrela country Rosanne Cash. Eles estão exigindo que a música pop não seja usada como arma e querem saber como a música deles está sendo usada nas prisões americanas.

Organizações britânicas e americanas estão apoiando os esforços dos músicos. O Arquivo de Segurança Nacional, uma organização de direitos civis americana que combate as políticas de confidencialidade de documentos do governo americano, deu entrada a petições com base na Lei de Liberdade de Informação exigindo a divulgação de documentos secretos do governo sobre o uso de música em interrogatórios. As petições pedem a divulgação de documentos de 11 instituições do governo nos quais os seguintes termos aparecem: "AC/DC, Aerosmith, a canção de 'Barney & Seus Amigos', The Bee Gees, Britney Spears, Bruce Springsteen, Christina Aguilera, David Gray, Deicide, Don McLean, Dope, Dr. Dre, Drowning Pool, Eminem, Hed P. E., o hino nacional americano, James Taylor, Limp Bizkit, Marilyn Manson, Matchbox Twenty, Meat Loaf, o jingle do 'Meow Mix' (uma propaganda de ração para gatos), Metallica, Neil Diamond, Nine Inch Nails, Pink, Prince, Queen, Rage Against the Machine, Red Hot Chili Peppers, Redman, Saliva, Stanley Brothers, Tupac Shakur, a música da 'Vila Sésamo'".

Funcionários do Arquivo de Segurança Nacional passaram semanas pesquisando para desenvolver a lista e poderá levar muito mais semanas para que uma decisão seja tomada a respeito das petições. Poderá levar meses ou anos para a divulgação dos documentos.

Escrito por guilhermerehder às 13h46
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16/01/2010


CULINÁRIA ESPECIALIZADA

 

Certa feita um amigo nosso nos presenteou com um prato de salmão. Era uma trouxa de salmão, com purê de bata salsa, regado a molho de frutas vermelhas silvestres. Ai, uma revista de culinária e lazer de Blumenau me convidou para fazer uma receita que eu soubesse. Como estava próximo da semana santa dei duas opções: Coelho com alecrim ao molho de mostarda preta e o salmão.

Bom, o prato de salmão com frutas vermelhas depois eu divulgo para vocês. Por enquanto, passo esta receita que recebi do site português Ptitchef.

 

Salmão ao molho de laranja e damasco

 

Ingredientes

500 gr. de salmão
2 laranjas
5 un. de damascos picados
1 colher de sopa de amido de milho
100 ml de água
4 colheres de chá de alcaparras
1 limão
1/2 colher de café de noz moscada
1 colher de chá de raspas de limão
azeite extra virgem
sal e pimenta do reino
salsinha

 

Preparação

Preparo do Peixe:
Corte o salmão em quatro filés sem pele. Tempere-os com suco de um limão e sal. Frite-os em uma chapa somente de um lado, para dourar. Coloque-os em uma assadeira untada com azeite e pulverize com pimenta do reino e leve para assar em forno à 250 graus, por cerca de 20 min.
Preparo do Molho:
Esprema duas laranjas e passe o suco pelo coador. Em uma caçarola coloque o suco e a noz moscada, ferva-os em fogo baixo, adicionando aos poucos quatro colheres de chá de alcaparras. Deixe ferver em fogo baixo por 5 min, desligue e reserve, adicionando os damascos. Aqueça novamente a caçarola e acrescente uma colher de sopa de amido dissolvida em meio copo de água, vá mexendo até engrossar um pouco. Desligue e reserve.
Montagem do Prato:
Coloque os filés de salmão, cubra com molho, pulverize com raspas de limão e decore-os com salsinha

Escrito por guilhermerehder às 14h11
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29/12/2009


BAITA MÚSICA

 

Eu sou suspeito em falar, já que faço parte da legião de mais de 50 milhões de fãs espalhados pelo mundo. Taí uma boa oportunidade para, quem não conhece e gosta de uma boa música, assistir o espetáculo do Cirque Du Soleil.

 

Viúva de Elvis Presley prepara festa do 75º aniversário do cantor com shows e espetáculo do Cirque du Soleil*

 


Os Estados Unidos se preparam para celebrar em 2010 --e em grande estilo-- o que seria o 75º aniversário de Elvis Presley, que três décadas após sua morte ainda arrasta uma legião de fãs no mundo inteiro. A música de Elvis Aron Presley (1935-1977), que em 8 de janeiro completaria 75 anos, será previsivelmente um dos destaques de 2010 e ajudará a reviver a "febre Elvis" entre os amantes do rock.

"A popularidade de seus álbuns cresce a cada ano com a aparição de novos fãs no mundo todo e esperamos que, graças ao 75º aniversário, esse amor siga crescendo", afirmou à Agência Efe um porta-voz da Sony, que em 2010 editará de novo, sob o selo RCA, todos os discos do rei do rock. Responsáveis pela empresa acreditam que Elvis continua sendo uma mina de ouro que não para de oferecer bons resultados e o público continua comprando e baixando seus clássicos.

A realização do 75º aniversário do rei do rock terá seu ponto máximo entre os dias 7 e 10 de janeiro, quando Graceland, a conhecida casa de Elvis em Memphis, será palco de uma grande festa organizada pela filha e a viúva do cantor, Lisa Marie e Priscilla, que esperam reunir milhares de fãs para concertos, exposições e competições de dança.

A festa de aniversário também seguirá para Las Vegas, lugar onde Elvis passou seus anos mais sombrios. Nesse local, a companhia canadense Cirque du Soleil preparou o "Viva Elvis", um espetáculo que mistura as tradicionais acrobacias à música do artista.

"Elvis Presley continua sendo único, já que personifica todas as contradições, todas as anomalias e toda a beleza que sua música conseguiu", acrescentam os responsáveis da Sony, que viu o recente lançamento de uma caixa de luxo com cem músicas --algumas inéditas-- se transformar em um sucesso de vendas.

A caixa "Elvis 75: Good Rockin' Tonight" refaz a carreira musical do artista desde o início menos conhecido, como "My Happiness", até a faceta musical mais introspectiva nos anos 70, mas sobretudo "faz justiça" com uma figura que nem sempre foi valorizada. Assim pensa o crítico musical e especialista em Elvis, Billy Altman, encarregado de escrever um ensaio biográfico incluído na caixa de recopilação.

"Elvis tinha tudo: era um artista atraente e que oferecia uma boa música, que não recebeu o reconhecimento merecido", disse Altman após destacar "a incomparável mistura de estilos musicais, como o gospel, o pop e a música negra, que Presley foi capaz de unir".

Para o especialista, "há muitas pessoas que só o observam como um mito, congelado no tempo, mas ele foi o responsável por legitimar o rock and roll como o conhecemos hoje e de apagar sem preconceitos as linhas que separam os diferentes estilos musicais".

"Poderíamos dizer que Elvis foi em parte responsável pela democratização da música e inclusive do negócio musical, porque ele saiu de uma família humilde e de um lugar, no sul dos Estados Unidos, onde não nasciam estrelas", afirmou Altman, para o qual Presley personificou "mensagens de esperança, liberdade e oportunidade".

Só dessa maneira se entende, segundo o crítico, a especial conexão de Elvis com o grande público nos Estados Unidos, "já que não o cantor é a única grande estrela do rock de seu tempo que não era autor de suas músicas e foi um artista que jamais fez turnês".

*

David Valenzuela

De Nova York

 

Escrito por guilhermerehder às 21h38
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28/12/2009


CIÊNCIAS CRIMINAIS

 

Foram 16 anos foragidos até conseguir ser preso. Para os que não se lembram o pai da Eloá Pimental, quando soube e acompanhava os trágicos e últimos momentos da sua filha, passou mal e foi internado em um hospital na capital paulista. Como o caso na menina tomou repercussão nacional, as imagens de Everaldo Pereira dos Santos foram captadas pelas emissoras de TV e o mesmo foi reconhecido pela Polícia Civil de Alagoas que logo passou a fazer a investigação e confirmou que se tratava de um foragido da justiça alagoana.

 

 

Pai de Eloá é foragido da Justiça de Alagoas*

 

SÃO PAULO - O pai de Eloá é foragido da Justiça de Alagoas desde 1993 por envolvimento na "gangue fardada" e roubo de carga. Segundo o delegado-geral de Alagoas Marcílio Barenco, Everaldo Pereira dos Santos tem quatro mandados de prisão e é foragido da Justiça desde 1993 por envolvimento no assassinato do delegado Ricardo Lessa, irmão do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT). Aldo, como é conhecido o pai da garota em São Paulo, só foi visto quando passou mal durante o seqüestro e foi atendido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ricardo era o segundo homem mais importante da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas. O crime ocorreu em 1991, no bairro de Bebedouro, em Maceió. Além do delegado, foi morto também seu motorista Antenor Carlota. O pai da menina estava se apresentando como Aldo José da Silva. A família de Eloá não comentou o assunto. 

*Eduardo Reina, de O Estado de S. Paulo

 

 


Depois do assassinato da sua filha, Everaldo Pereira dos Santos voltou para Alagoas, num bairro na periferia de Maceió.

 

  

Foragido há 16 anos, pai de Eloá Pimentel é preso em Maceió*

 

O ex-cabo da Polícia Militar de Alagoas, Everaldo Pereira dos Santos, pai da jovem Eloá Pimentel (morta pelo ex-namorado no mais longo caso de cárcere privado da história do país) foi preso nesta segunda-feira (28). Segundo a Polícia Civil, ele estava escondido na casa de parentes em um bairro da periferia de Maceió (AL). Everaldo estava foragido do Estado há 16 anos e tentou resistir à prisão. O ex-cabo Everaldo foi preso pela Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), da Polícia Civil, que monitorava o ex-cabo há algumas semanas.Em outubro, Everaldo foi julgado e condenado a 33 anos de cadeia pelas mortes do delegado Ricardo Lessa e seu motorista, Antenor Carlota, ocorridas em 1991. Ainda segundo a polícia, ele é suspeito de ter cometido pelo menos quatro assassinatos no Estado e integrar um grupo conhecido como "gangue fardada", que que atuou em Alagoas no final dos anos 80 e no início dos 90.

 * Carlos Madeiro Especial para o UOL Notícias Em Maceió

  

CRONOLOGIA DO CASO ELOÁ

 

13 de outubro de 2008, segunda
13h30: Lindermberg invade apartamento onde estavam Eloá, Nayara, Iago e Victor.

17h: Lindemberg agride Eloá após ela ter recebido mensagem de uma rapaz pelo celular. Iago e Victor também são agredidos.
20h: polícia cerca o apartamento. Lindemberg dá dois tiros.
21h15: Um dos garotos é libertado pelo seqüestrador.
23h: Segundo garoto é libertado. 

14 de outubro de 2008, terça
17h: Polícia corta a eletricidade; rapaz suspende diálogo; Durante o dia, reféns e seqüestrador aparecem na janela. 

22h10: Polícia religa eletricidade a pedido de Lindemberg, que retoma negociação 
22h50: Rapaz liberta Nayara
23h: Negociações são interrompidas.

 15 de outubro de 2008, quarta
11h35: Nayara presta depoimento à polícia; Negociações são retomadas; Polícia isola a área por causa dos disparos do rapaz
12h15: Eloá aparece na janela é diz: "Minha vida agora está nas mãos da polícia".
14h: Lindemberg diz que vai se entregar
15h: Lindemberg da entrevista à Rede TV!, a Sônia Abrão

 16 de outubro de 2008, quinta
8h50: por exigência do seqüestrador, Nayara volta para o apartamento.

Tarde: as negociações são suspensas.
Noite: Luciano Vieira da Silva, pai de Nayara, é expulso do QG da PM. Ele disse não ter autorizado a volta da filha.

17 de outubro de 2008, sexta
15h30: Pela janela, amarrado a um lençol, é entregue a Lindemberg documento da promotoria garantindo sua integridade física. O rapaz temia ser morto

18h08: Polícia invade o apartamento. Lindemberg dá tiro em Eloá e Nayara.
18h17: As duas são levadas para o hospital. Eloá já estava inconsciente 
19h30: Começa a operação para extrair uma bala da nunca. Antes, o Palácio dos Bandeirantes chegou a anunciar a morte dela. Nayara também é levada para mesa de operação. Ela não corre risco de morte.

18 de outubro de 2008, sábado
2h: Detentos reclamam da presença de Lindemberg na CDP de Pinheiros; o rapaz é colocado numa cela isolada.
17h: Médicos anunciam que a coma de Eloá é irreversível 
23h30: Anunciada a morte cerebral de Eloá.

 

Para meus alunos que estão curtindo a chegada do ano novo, é um ótimo tema para pesquisa: PRESCRIÇÃO PENAL. Recomendo a leitura da obra do professor Damásio E. Jesus.

Escrito por guilhermerehder às 17h00
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22/12/2009


ROUTE 66

 

Hoje eu mandei um email para o Motoclube e alguns manos me passaram as mais diversas dicas de trajetória para a minha viagem debutante para o Rio Grande com a Madalena. Então, para evitar a 101 depois de Palhoça (que soube que não está lá aquelas coisas!) vou seguir o seguinte caminho:

 

Após Palhoça pegarei para a SC282 com destino à Vacaria;

Ao chegar em Vacaria sigo até Caxias;

Em Caxias, pego sentido RS453 que é a Estrada do Sol, onde vou sentido a “São Chico de Paula”

Em “São Chico” pego sentido a RS 235 para Canela;

Canela, à Gramado.

 

Sei que muito vão criticar, mas acho que esse será o caminho que para eu conhecer a Rota de Sol, já que não to com vontade de pegar a 101 para isso. Então é isso. Até lá. 

Escrito por guilhermerehder às 22h01
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18/12/2009


ROUTE 66

 

Bah, depois de tanto post sobre Direito e Culinária resolvi fazer um mixpost: Motocicleta e Viagem. Pois é, estou a menos de 5 dia para pegar a minha Madalena* e fazer uma viagem de Itajaí/SC para Gramado/RS. Serão, aproximadamente 650km e 9hs de viagem, isso de acordo com o Google maps. 

 

* nome carinhoso que a Kaliny colocou na minha XVS DragStar 650. É por causa da letra da música de Fagner (que não é dele, já que é uma versão em inglês de Bob Marley):"Dei minha viola num pedaço de pão; Num esconderijo e uma aguardente; Mas um dia eu arranjo outra viola; E na viagem vou cantar pra Madalena".

 

Depois de fazer a revisão dos 10mil na Madalena, estamos  pronto para sair de viagem. Sei que não é uma Route 66 do Arizona nos USA, que aliás deve ser feita encima de uma Harley, mas dá pra encarar a aventura. Só quero ver como ela se sai nas curvas de São Marcos/RS. E falando em Harley, já andei bisbilhotando uma Fat Boy: 40mil. Pois é, eu também achava que fosse bem mais cara. E não é nem em US$ e sim em R$. Quem sabe, num futuro não muito distante.

 

 

Depois dessa aventura para os pampas gaúchos, estou já me programando para fazer uma viagem com meu sócio e sobr:. Evandro para as montanhas de Poços de Caldas/MG, no próximo EBA que vai acontecer na minha terra natal. Vou chamar meu duplo ir:. Gustavo para me acompanhar também. Vamos ver se ele vai.

 

 

E já que estamos no final de ano, fazendo promessas para não ser cumpridas (“qualé”  político, hein? – brincadeira) quero ver se consigo realizar o sonho de muito motociclistas: fazer a viagem com uma Harley na Route 66 no Arizona. Quem sabe?.

 


Escrito por guilhermerehder às 16h22
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17/12/2009


 

CIÊNCIAS CRIMINAIS

 

Estava preparando um post sobre motocicleta e me deparei com isso. Na Folha On line li uma manchete que dizia que a Alemanha seria condenada a pagar 50 mil euros por ter aplicado uma sentença que iria além da pena do condenado. Mas no jornal brasileiro não tinha maiores informações. Buscando no site de notícia da Alemanha Deutsche Welle, consegui achar na íntegra a manchete que segue abaixo:

 

 Tribunal de direitos humanos condena Berlim por sentença retroativa*


  Desde 1998, criminosos perigosos podem ficar presos além da pena prevista. Tribunal Europeu condenou governo alemão a pagar multa de 50 mil euros por aplicar retroativamente a "internação como medida de segurança".

 

 "Trancafiar para sempre". Estas foram as lapidares palavras do então premiê alemão Gerhard Schröder após o estupro e assassinato de uma garotinha em 2001.

 Assim, ele tirava as palavras da boca de muitos, pois há poucos crimes mais infames do que os cometidos contra uma criança inocente. Na Alemanha, a detenção de um delinquente para além da pena propriamente dita é possível, porém controvertida.

 A Corte Europeia de Direitos Humanos deliberou nesta quinta-feira (17/12) a favor de um alemão de 52 anos que fora condenado retroativamente a internação como medida de segurança por tempo indeterminado. Ele deveria ter sido libertado em 2001.

 Após longa carreira criminal, ele havia sido condenado em 1986, em Marburg, a cinco anos de prisão por tentativa de latrocínio, seguidos de internação como medida de segurança – cuja duração máxima era, na época, de dez anos. Somente em 1998 esse período foi estendido para duração indeterminada.

 O tribunal europeu sediado em Estrasburgo determinou que o governo federal alemão pague uma indenização de 50 mil euros ao apelante, com base no Artigo 7º da Convenção dos Direitos Humanos, que veta o agravamento penal retroativo. O advogado do homem preso em Schwalmstadt, no estado de Hessen, exige sua libertação imediata.

 

 Medida controvertida

 Quem repetidamente comete delitos através dos quais "as vítimas sofram sérios danos psíquicos ou físicos", sendo considerado pela Justiça alemã como "perigoso para a comunidade", torna-se candidato à assim chamada "internação como medida de segurança" (Sicherheitsverwahrung).

 Isso significa que o criminoso não é liberado após cumprir pena, permanecendo encarcerado por período indeterminado. A medida não visa à expiação do crime, mas sim preservar a comunidade de um deliquente perigoso e possivelmente reincidente. Não se trata de uma punição, mas sim de uma medida cautelar, com vistas à segurança e à regeneração.

 Em certos casos, o tribunal é obrigado a decretar a internação como medida de segurança. Como quando, após terem sido impostas anteriormente duas penas de um ano de prisão, o réu é condenado a mais dois anos, com o que fica constatada sua periculosidade pública. No caso de crimes em série, sexuais ou violentos, é mais fácil impor a internação por segurança.

 Também o direito penal de menores da Alemanha prevê desde 2008 a detenção para além do decorrer da pena, porém aqui as exigências são mais severas. A Justiça avalia a cada dois anos se o réu menor de idade ainda deve ser considerado perigoso e, portanto, se deve ser mantida a detenção cautelar.

 Desde 2002 é possível na Alemanha a internação como medida de segurança ser decretada ulteriormente, após a sentença penal propriamente dita. Isso ocorre quando durante a sentença de prisão se constata a periculosidade excepcional do criminoso. Essa possibilidade de condenação subsequente tem sido criticada.

 Segundo o Departamento Federal de Estatística, quase 500 pessoas se encontram internadas como medida de segurança na Alemanha.

 

 * http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5029811,00.html

 

Escrito por guilhermerehder às 20h23
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14/12/2009


CULINÁRIA ESPECIALIZADA

Recebi uma receita hoje de um site portugues uma receita de costelas de poroco. Parece óbvio demais, mas acredito que deve ser fantástico. Vou usar meus cobaias (Kaliny e o Marcus) neste final de semana para testar a receita: 


Costeletas Vermelhas*

 

 4 costoletas de porco
. 11 batatas medias-grandes
. 4 ovos
. 3 cebolas mèdias
. 5 alhos
. 6 colh. de cafè de sal
. 2 tiras de casca de limâo
. 2 colh. de cafè de pimenta ( ou piripiri)
. 1 colh. de cafè de cominhos
. 1 colh. de cafè de oregâos
. 1 lata de tomate pelado
. 1 colh. de cafè de pimentâo doce
. 5 folhas de alecrim
. 7 colh. de sobremesa de salsa
. 10 rodelas de xouriço 
. 100 ml de vinho tindo de Porca da Murça ( ou à escolha )
. 50 ml de àgua
. 3 colh. de sopa de azeite
. 1 colh. de sopa de banha
. 2 folhas de louro
. salada a gosto


1- Começe por descascar as batatas, e disponha-as curtadas as rodelas com 1cm de diametro + ou - num tacho. Lave-as, e leve-as ao lume com, 3 colh. de cafe de sal e os ovos a cozer durante 10 minutos ( nâo deixe cozer de mais para nâo se desmancharem o ideal è ficarem el-dente ). Reserve.

2- Num walk, disponha as cebolas curtadas em meias luas, os alhos esmagados, o xouriço curtado aos bocados, o azeite e a banha. Deixe alourar.

3- Depois de alourar, disponha por cima as costolotas, 3 colh. de cafe de sal, as cascas de limâo, a pimenta, os cominhos, os oregâos, as folhas de louro partidas em 4, o alecrim , o pimentâo doce , a salsa picada, o tomate pelado, o vinho e por fim a agua ( tudo por esta mesma ordem ). Tape o walk ( mas deixe um pekna abertura), e deixe cozinhar por 5 minutos.

4- Esmague 4 pedaços de batatas ( que antriormente cozeu ), junte às costoletas e mexa um pouco.

5- Descasque os ovos e corte-os ao meio, de maneira a que de para retirar a gema inteira.

6- Num pirex, disponha uma camada de batatas, por cima ponha 2 ovos aos pedaços e duas gemas esfareladas,e 2 costoletas com bastante molho . Disponha por cima a segunda camada da mesma forma terminando com salsa picada povilhada.
Leve ao forno pre-aquecido a 180º durante 10 minutos.

7- Faça uma salada a gosto. 

8- Sirva quente, com a salada a acompanhar.

Bom Apetite !

*http://pt.petitchef.com

Escrito por guilhermerehder às 22h09
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12/12/2009


 

BAITA MÚSICA

Há alguns dias, mas precisamente na semana que o Faith no More esteve em PoA, estava ouvindo o Pretinho Básico (não dá pra discutir, OS CARAS MANDAM BEM!) e fiquei sabendo que a banda californiana Metallica vai vir para o Brasil. E para a alegria dos gaúchos e catarinenses, eles vão para Porto Alegre se apresentar. Pensa num som! 

 


A banda se apresenta dia 28 em Porto Alegre às 21h30, no Estádio Zequinha.

Os preços serão de Pista e Arquibancada: R$ 120,00 (1º Lote), Pista e Arquibancada: R$ 140,00 (2º Lote), Cadeira: R$ 160,00, Pista VIP: R$ 250,00*.

 

As vendas serão abertas no dia 03 de dezembro nos seguintes horários, de acordo com os locais*:


Internet: Ticketmaster, a partir da meia-noite; por telefone para vendas — 4003-8282 (válido para todo o país), às 9h; Bilheteria Oficial (ingresso sem taxa) – Loja Multisom, Rua dos Andradas, 1001 – Centro, às 11h – Horário de funcionamento: Segunda a sexta das 11h às 19h / Sábado 10h às 18h / Domingo e feriados não há funcionamento; Bilheteria oficial (ingresso sem taxa) Loja Multisom – Segunda a sexta das 11h às 19h / Sábado 10h às 18h / Domingo e feriados não há funcionamento. – Rua dos Andradas, 1001 – Centro; outros Pontos de venda: Ticketmaster – entrega a domicílio (Ingresso.com taxas de conveniência e de entrega); Formas de Pagamento: Dinheiro, cartões de crédito American Express, Visa, MasterCard, Diners e Cartões de Débito Visa Electron e Rede Shop.

 

* http://proximoshow.com.br/metallica-no-brasil-em-2010-show-em-sp-rio/

 

Escrito por guilhermerehder às 20h24
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CIÊNCIAS CRIMINAIS

 

Estamos na época da Conferência sobre o meio ambiente na Dinamarca, e não há momento melhor para escrevermos sobre o aquecimento global. Certa feita eu estava lendo um artigo no jornal DER SPIEGEL e me deparei com um artigo de um professor de Direito da Universidade de Hamburgo, sobre um país chamado Tuvalu. Meus ex-alunos com certeza já ouviram sobre este artigo que estávamos comentando sobre Direito Internacional.

 

Peço apenas vênia aos queridos leitores de que não conseguir achar o link da notícia no jornal alemão, mas cito o mesmo para que qualquer possa pesquisar a veracidade das informações aqui postas.

 

Tuvalu é um localizado no continente da Oceania, mais precisamente na Polinésia, composto por um grupo de nove atóis.

 

 

 

“Oficialmente, Funafuti é a capital, mas este atol é formado por mais de 30 ilhas, das quais a maior é Fongafale; nesta ilha há quatro povoações, entre as quais Vaiaku é onde se encontra o governo; por essa razão, por vezes, a capital de Tuvalu é chamada Fongafale ou Vaiaku. 92% da população é tuvaluana, já 8% é formada por outros grupos polinésios principalmente os que veêm de Kiribati.” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Tuvalu)

 

“A divisão administrativa de Tuvalu é composta de nove ilhas. O nome "Tuvalu" significa "grupo de oito", na língua tuvaluana, e simboliza suas oito ilhas que atualmente são habitadas.” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Tuvalu)

 

Pelo fato do aquecimento global, e consequentemente com o degelo das calotas polares, o pequeno território do país corre o risco de ser submerso pelas águas do Oceano Pacífico. Isso se dá por conta de que a maior parte das ilhas não passam dos 7 metros de altura do nível do mar.

 

“Vivemos em constante medo dos impactos negativos das alterações climáticas. Para uma nação atol de corais, aumento do nível do mar e eventos climáticos mais severos tear como uma ameaça crescente para a nossa população. A ameaça é real e séria, e não tem qualquer diferença de uma forma lenta e insidiosa do terrorismo contra nós ". (Saufatu Sopoanga, o primeiro-ministro de Tuvalu, na 58 ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, Nova Iorque, 24 de setembro de 2003)

 

O fato é que com a assinatura do protocolo de Quioto, que era para ser um acordo (na verdade tratado)  internacional com compromissos para a diminuição da emissão dos gases que agravam o efeito estufa, alguns países ficaram fora dessa responsabilidade ambiental, de repercussão global. Dentre eles, temos os Estados Unidos que talvez seja o único país desenvolvido que não tenha assumido este compromisso, já que a China ratificou o protocolo este ano de 2009.

 

Os EUA se negaram a ratificar o Protocolo de Quioto, alegando que os compromissos acarretados por tal protocolo interfeririam negativamente na economia norte-americana. A própria CAsa Branca também questiona a teoria de que os poluentes emitidos pela queima de carvão e combustível fóssil, atrelado à queimadas, causem a elevação da temperatura da Terra. O interessante é que tal política era a defendida pelo ex-presidente Bush. Agora, Obama, já tem dado sinais de que a discussão é séria e que os EUA poderão contribuir para a diminuição dos poluentes. Somente a título de curiosidade, na época do ex-presidente Bush, mesmo o governo americano não assinando o Protocolo de Quioto, alguns municípios, Estados (como a Califórnia) e donos de indústrias do nordeste dos Estados Unidos já havia começado a pesquisar maneiras para reduzir a emissão de gases promotores do efeito estufa — tentando, por sua vez, não diminuir sua margem de lucro com essa atitude

 

Pois bem, voltemos à Tuvalu. Em uma pesquisa rápida pela internet, podemos encontrar várias fotos de lugares paradisíacos (até parece um pleonasmo, já que Tuvalu é sinônimo de lugar paradisíaco). Este lugar é conhecido pelas constantes invasões da água do mar nas cidades que acontecem periodicamente durante uma certa estação do ano.

 

Neste artigo do jornal alemão, o professor de Direito alertava o êxodo que estava acontecendo na pequena ilha. Com as freqüentes tomadas das águas do mar no país, muitas pessoas abandonaram a ilha para morar na Austrália. Com isso, o governo Australiano teve que tomar medidas drásticas, montando uma barreira impedindo que a população da Tuvalu saíssem de sua terra natal para adentrar na potência australiana.

 

Destarte, o que o professor alemão quis com a notícia foi alertar uma possível ação judicial internacional promovida pela população de Tuvalu contra aqueles países que não concordarem com a diminuição de emissão de poluentes. A pergunta é a seguinte: quem vai julgar? A ONU? Não esqueçamos de que a Organização das Nações Unidas é um órgão em solo americano. O réu? Seria encabeçado pelos EUA. Mas não estariam os yankes sozinhos. Não esqueçamos de que o Brasil está entre os 4 maiores poluidores do mundo. Motivo? Desmatamento.

 

 

Ilha de Tuvalu faz apelo emocionado por acordo climático*

 

 Copenhague, 12 dez (EFE).- A ilha de Tuvalu, no Oceano Pacífico, roubou hoje todas as atenções na sessão plenária da cúpula sobre a mudança climática, que acontece em Copenhague (Dinamarca), ao pedir aos 192 países participantes que tomem medidas urgentes para frear o aquecimento global e evitar o desaparecimento do país.


Com lágrimas nos olhos, o representante de Tuvalu na conferência, Ian Fry, também pediu aos países em desenvolvimento que assumam um compromisso vinculativo quanto à redução de suas emissões e ajudem a salvar a minúscula nação, que tem 11.600 habitantes.

"O destino do meu país está nas mãos de vocês", declarou Fry, que antes disse ser irônico que, para uma decisão ser tomada dentro do fórum, é preciso esperar o Senado dos Estados Unidos aprovar a proposta do presidente Barack Obama sobre o tema.

A ilha e os atóis de Tuvalu, que conquistou sua independência em 1978, têm uma altitude máxima de não mais que cinco metros sobre o nível do mar. Por isso estão seriamente ameaçados pela elevação do nível dos oceanos, uma das principais consequência do aquecimento global.

Segundo alguns estudos científicos, caso a temperatura do planeta continue a subir no ritmo atual, a ilha de Tuvalu vai ser engolida pelo mar por volta de 2050.

 

* http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2009/12/12/ilha-de-tuvalu-faz-apelo-emocionado-por-acordo-climatico.jhtm

 

Escrito por guilhermerehder às 20h20
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BAITA MÚSICA

 

Após as rajadas de vento que deram aqui em Itajai, hoje a tarde me presenteei com a música I heard it through  the grapevine do Creedence Clearwater Revival. Na verdade, buscando algumas informações a respeito dessa música, verifiquei que  os autores da mesma seriam Norma Whitfield e Barrett Strong que em 1966, gravaram o seu o primeiro single por The Miracles. O Creedence lançou sua versão somente em 1970.

Segue a capa de um dos disco da Banda, lançado em 1964. Para quem não conhece, vale a pena conferir.



 

Escrito por guilhermerehder às 16h47
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06/12/2009


 

CULINÁRIA ESPECIALIZADA

Após algumas manifestações em sala de aula a respeito da receita de Pão de Queijo genuinamente mineiro, segue os ingredientes e modo de fazer. Antes de mais nada gostaria de deixar claro que esta receita foi idealizada por nossa família (da Kaliny, na verdade - acho que é de uma amiga da minha sogra, não lembro!) e foi aperfeiçoada a cada final de semana pela gente.Outra coisa, é de suma importância que o pão de queijo seja consumido imediatamente após sair do forno, já com o café (pó bão!) passado.


Pão de Queijo Genuinamente Mineiro


Ingredientes

1kg de polvilho azedo; 4 a 5 ovos; 1 copo de óleo de soja; 1 copo de leite; 1 colher (sopa) de sal; 1 colher (sopa) de açúcar; 300 de queijo canastra de Minas Gerais ralado (eu sei, eu sei. Onde vou arrumar isso em SC? Não vai. Hehehe. Substitua este queijo por aquele cedrense ralado mais grosso.)


Modo de fazer:

Coloque o óleo e o leite misturado numa leiteira com o açúcar e o sal no fogo. Quando a mistura subir, abaixe o fogo e reserve. Em uma bacia, coloque o polvilho devidamente sovado (meus conterrâneos que me desculpem, mas depois de peneirar, coloque o resto {as bolinas} de polvinho dentro do liquidificador e bata, até virar um pó fino) e a mistura com leite e óleo. Misture com uma colher devagar e esperar por uns 5 minutos. Coloque a mistura da bacia na batedeira com os ovos e bata. Devagar vai colocando o queijo. Após uns 10 minutos  batendo, faça algumas bolinhas numa assadeira e coloque num forno pré-aquecido à 150º. Quando estiverem dourados, retire os pãesdo forno e serva-os.

 

Escrito por guilhermerehder às 16h19
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03/12/2009


CIÊNCIAS CRIMINAIS

Quem somos nós para decidir quem deve morrer e viver? Este tema é muito polêmico (eu muito “batido” como tema de monografia de final de curso, a não ser que haja fato novo a ser discutido). Vários autores de Medicina Legal e de Direito Penal escreveram sobre isso. Inúmeros alunos de medicina e de direito também escreveram sobre o tem (a exemplo da minha querida professora e mãe, ao terminar seu curso de Direito em 2000). Eu, particularmente não gosto muito de discutir a respeito do tema por dois motivos: religioso e constitucional. Não vou aqui “pregar” religião alguma e muito menos expor a minha idéia com relação à crença que possuo. Deixemos de lado! Mas com relação à seara constitucional, isso me incomoda e muito. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. (art. 5º. caput, CF/88). Este projeto  prevê que médicos poderão deixar de realizar procedimentos de saúde que prolongariam a vida de doentes graves e incuráveis. Sei que devemos evoluir (advogo para a tese de que aplica-se a doutrina evolucionista de Darwin para o direito), devemos alcançar o maior número possível de situações legais para que seja aplicadas no cotidiano das pessoas, onde todos os seus atos seja regulamentados por normas legislativas. Mas, daí para atingir frontalmente a Constituição, deve haver um basta. Sabemos do sofrimento das pessoas, dos entes queridos e dos familiares que passam por situações como estas. Mas, volto a perguntar: quem somos nós para decidir quem deve morrer e viver? Estamos “ involuindo”, ao meu ver. Isso é uma estratégia nazista praticada nos campos de concentração, onde altos militares alemães ordenavam a morte de velhos e doentes ao banho fatal: câmara de gás. E o mundo inteiro ficou chocado com tal atitude. E agora, estamos repetindo (involuindo) o que os nazistas fizeram no período de 39 a 45. Naquela época (diga-se de passagem que é o mesmo procedimento nazista) o prontuário do preso era encaminhado a um médico, que não sabia que era, somente as iniciais do nome, a idade. Este médico analisava e depois dava o seu parecer se ia para a câmara de gás ou não. Terminado o seu serviço, encaminhava-se o relatório para um segundo médico para confirmar ou discordar do relatório. Se houvesse discórdia, uma junta medica decidiria sobre a vida do paciente. O interessante é que um médico não poderia falar com o seu colega sobre o paciente. Aliás, eles não sabiam que estava fazendo o relatório, pois o resultado se ia ou não para uma câmara de gás era uma simples cruz vermelha, que indicaria a morte do paciente.

Estamos involuindo!

Peço vênia para citar, antes de vincular a notícia da Folha de São Paulo sobre a ortotanásia, um trecho do artigo do professor Genival Veloso França, in “Direito de viver e direito de morrer” (http://www.medicinalegal.com.br/a47.htm)

 

“Na Índia de antigamente, os incuráveis eram jogados no Gangas, depois de se lhes vedar a boca e as narinas com a lama sagrada. Os espartanos, conta Plutarco em Vidas Paralelas, do alto do monte Taijeto, lançavam os recém-nascidos deformados e até anciãos, pois “só viam em seus filhos futuros guerreiros que, para cumprirem tais condições deveriam apresentar as máximas condições de robustez e força”. Os Brâmanes eliminavam os velhos enfermos e os recém-nascidos defeituosos por considerá-los imprestáveis aos interesses do grupo.
Em Atenas, o Senado tinha o poder absolutos de decidir sobre a eliminação dos velhos e incuráveis, dando-lhes o conium maculatum – bebida venenosa, em cerimônias especiais. Na Idade Média, oferecia-se aos guerreiros feridos um punhal muito afiado, conhecido por misericórdia, que lhes servia para evitar o sofrimento e a desonra. O polegar para baixo dos césares era uma indulgente autorização à morte, permitindo aos gladiadores feridos evitarem a agonia e o ultraje.
Há até quem afirme que o gesto dos guardas judeus de darem a Jesus uma esponja embebida em vinagre, antes de constituir ato de zombaria e crueldade, teria sido uma maneira piedosa de amenizar seu sofrimento, pois o que lhe ofereceram, segundo consta, fora simplesmente o vinho da morte, numa atitude de extrema compaixão. Segundo Dioscorides, esta substância “produzia um sono profundo e prolongado, durante o qual o crucificado não sentia nem os mais cruentos castigos, e por fim caía em letargo passando à morte insensivelmente” .

 

Senadores aprovam projeto que torna legal a ortotanásia*

Folha De São Paulo*
JOHANNA NUBLAT
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA 
CLÁUDIA COLLUCCI 
DA REPORTAGEM LOCAL

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou ontem um projeto que estabelece limites para o tratamento de pacientes terminais, tornando lícita a ortotanásia. O termo significa deixar de realizar certos procedimentos que prolongariam a vida de pacientes com doenças graves e incuráveis, evitando o sofrimento desnecessário.
É preciso haver consentimento do paciente -ou de sua família, se ele estiver impossibilitado- e diagnóstico de dois médicos. A prática não é uma novidade nos hospitais, mas falta respaldo legal.
Em 2006, o CFM (Conselho Federal de Medicina) aprovou uma resolução que dizia que o médico poderia limitar ou suspender tratamentos, respeitando a vontade do paciente, mas a resolução foi cassada pela Justiça no ano seguinte.
O novo Código de Ética Médico, que passa a valer a partir de abril, permite que os profissionais não adotem ações terapêuticas inúteis a pacientes terminais sem chance de cura -ou seja, libera a ortotanásia.
A suspensão dos procedimentos, nos moldes do projeto de autoria do senador Gerson Camata (PMDB-ES), pode ser realizada, por exemplo, num paciente terminal com câncer que tem uma parada cardíaca. "Existe motivo para reanimá-lo, com entubação, massagem? Não", afirma o presidente do CFM, Roberto d'Ávila.
Segundo Reinaldo Ayer de Oliveira, professor de bioética da USP, a ortotanásia não visa abreviar a morte do paciente, apenas evita que ele continue sofrendo sem necessidade.
O texto aprovado prevê a aplicação de cuidados da medicina paliativa, que tem por objetivo eliminar a dor e garantir conforto ao paciente terminal ou com doença potencialmente fatal. O parecer coloca como obrigatório o uso de meios terapêuticos "ordinários e proporcionais" com os pacientes.
O texto não especifica, porém, o que são meios ordinários ou extraordinários, o que poderia abrir brecha para a confusão com a eutanásia, afirma o advogado Paulo Leão Junior, presidente da União dos Juristas Católicos do Rio de Janeiro.
"Alimentos e hidratação, mesmo que por sonda, são ordinários e devem ser mantidos", diz ele, que trabalha num texto mais detalhado com a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) -também favorável à ortotanásia.
Ficam excluídos da abrangência da norma pacientes mantidos por anos ligados a aparelhos -como o caso da italiana Eluana Englaro, morta este ano após 17 anos em estado vegetativo, depois de retirados os tubos que a alimentavam.
Se não houver recurso, o projeto segue para a Câmara. E depois passa pela sanção do presidente. Na opinião do médico Clóvis Constantino, conselheiro do CFM, o projeto não deve enfrentar resistência na Câmara. "Ele é muito bem aceito pelos líderes ecumênicos. A aprovação acaba com essa confusão em torno do sufixo [tanásia vem do grego "thanatos", que significa morte], que confunde ortotanásia com eutanásia."
Desde 1999, no Estado de São Paulo, uma lei sancionada pelo então governador Mário Covas, estabelece o direito de um doente terminal recusar o prolongamento de sua agonia e optar pelo local da morte. Covas, que morreu com câncer na bexiga, beneficiou-se dessa lei.

Escrito por guilhermerehder às 17h08
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